Uma das discussões mais acaloradas quando se trata da estruturação do RH é a sua falta de autonomia.

Frequentemente o RH é pressionado a reportar – quase que – todos os seus passos para o CFO de uma empresa. Nesse post, a Talentbrand vai explicar porque isso prejudica não só o setor, mas a companhia como um todo.

Numa realidade cada vez mais competitiva, é natural que a disputa por talentos se torne extremamente acirrada. Assim, as empresas se veem num grande impasse: como se diferenciar na hora de atrair e manter grandes potenciais?

Seria ingênuo pensar que seus colaboradores muitas vezes não sonham em trabalhar em empresas maiores e/ou mais populares – talvez com um alcance internacional – no mercado.

É nessa hora que o RH entra como uma arma secreta. A cultura organizacional de uma instituição vem se mostrando como o seu diferencial competitivo mais essencial.

Entendendo o que é um CFO

De acordo com o “Business Dictionary”, podemos sucintamente definir CFO (sigla para o termo em inglês Chief Financial Officer) da seguinte forma: executivo sênior responsável pelo controle financeiro e planejamento de uma firma ou projeto.

Agora que já sabemos que os CFOs são os principais responsáveis pelas finanças de uma empresa, outro questionamento inevitavelmente vem à tona: quais são, afinal, as suas principais responsabilidades?

A maior atribuição de um diretor financeiro é manter uma estrutura financeira condizente com seu planejamento estratégico.

Mas, além disso, podemos mencionar outras atividades de destaque, como liderar a avaliação de objetivos orçamentários, monitorar o fluxo de caixa e controle de metas.

Por que o CFO não ajuda o RH?

Antigamente, a função estrutural do RH era basicamente processar folhas de pagamentos das empresas.

Apesar disso passar longe de condizer com a realidade atual, esse pensamento gerou uma crença fortemente enraizada na mentalidade das empresas: o responsável pelo setor de RH ser um subordinado do CFO.

Os papéis atuais do setor são muito mais estratégicos e diferem essencialmente das responsabilidades de um diretor financeiro.

O raciocínio mais lógico e técnico de um CFO faz com que ele dificilmente entenda porque investir em temas como cultura da empresa, client experience e engajamento de colaboradores é importante.

Complementarmente, não é do perfil de um CFO fazer bruscas mudanças de contexto com o intuito de ainda ter energia para tratar de assuntos como cultura e pessoas.

Por outro lado, podemos ressaltar que esse é justamente o trabalho de um CEO, que está sempre fazendo uma espécie de gestão de atenção entre diferentes temas.

O que faz um CEO?

Ao termos maior conhecimento de quais são as atribuições de um CEO, conseguiremos definir melhor como elas, na realidade, apontam que o RH deveria ser seu “braço direito”.

Contrariando o senso comum, o setor desempenha um papel fundamental no crescimento de uma empresa, sendo uma ótima parceria para os diretores executivos.

O CEO é o principal chefe de uma companhia. De modo geral, suas tarefas são mais estratégicas, se centrando principalmente no desenvolvimento de uma visão de empresa, na sua aplicação e manutenção. Além disso, é responsável também por inseri-la no dia a dia dos funcionários.

É bom lembrar, todavia, que muitas vezes o diretor executivo de uma companhia – especialmente de pequeno e médio porte – pode atuar em operações de níveis “mais baixos”, como contratação de colaboradores.

Relação entre CEO e RH

Com os tópicos anteriores é possível deduzir – ao menos em parte – como se dá essa relação entre o RH e o CEO e porque ela é mais equilibrada. Por ambos terem papéis estratégicos na construção, implementação e manutenção de uma cultura organizacional, seus trabalhos acabam se cruzando e complementando.

Por terem essa afinidade, fica claro que o RH deve ser uma responsabilidade direta do CEO, não do CFO.

Estabelecer e disseminar a visão da empresa, garantir um bom desempenho e engajamento dos colaboradores e participar dos processos de recrutamento e seleção são todas funções que um CEO desempenha.

Vale destacar que tais responsabilidades também contam com uma indispensável participação do setor de RH.

Tendências do RH como um setor mais estratégico

As principais tendências de 2018 para o RH – novas ferramentas de entrevista, inteligência artificial, diversidade e dados – estão a transformando numa área muito mais estratégica. Podemos destacar, por exemplo, o impacto das inovações na seleção de candidatos.

Ao acabar com as cansativas buscas por talentos e longa lista de ineficientes entrevistas, as novas formas de seleção dão mais tempo para o responsável de RH. Esse tempo pode ser usado, por exemplo, para desenvolver relacionamentos com os candidatos e adquirir os talentos desejados . Como impactam fundamentalmente na velocidade e no sucesso das contratações, você não pode – nem deve – desconsiderá-las.

É bom pontuar que as entrevistas tradicionais têm sido cada vez mais criticadas e questionadas ao longo dos anos. Numa pesquisa realizada na plataforma Soluções de Talentos no LinkedIn, os participantes apontaram a parcialidade como o seu principal problema. “Entrevistados envolventes e carismáticos não são necessariamente mais capacitados, mas inconscientemente assumimos que sim”.

Conclusão

Depois de inúmeros estudos apontando uma boa estruturação do RH como estratégica e ativamente contribuinte no desenvolvimento da empresa, fica impossível negar a importância de sua autonomia.

Atualmente, é essencial para qualquer companhia se manter atualizada sobre as novas tendências no setor de RH se não quiser ficar para trás. Se precisarem de ajuda nessa jornada, podem contar com a Talentbrand para fazer a procura de novos talentos de forma rápida, transparente e prática. 🙂

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