As mulheres sempre foram minoria na área da tecnologia. Mas como isso tem se transformado para incluir mais mulheres neste setor? Leia aqui!

No filme Estrelas Além do Tempo, uma das personagens tem a seguinte fala: “esta é a NASA: rápida em foguetes e lenta em avanços”. Com isso, ela quis nos dizer que apesar de ser responsável pela pesquisa e desenvolvimento de tecnologias super avançadas, a Nasa avançava lentamente nas questões sociais.

O filme retrata a história de três cientistas afro-americanas que trabalharam no Centro de Pesquisa da Nasa: Katherine Johnson e Dorothy Vaughan, matemáticas, e Mary Jackson, matemática que viria a se tornar engenheira. 

Mesmo com suas incríveis contribuições à ciência, essas e outras tantas mulheres sofreram muito com o preconceito por lutarem para ocupar espaços majoritariamente masculinos no mercado de trabalho e nas universidades.

As mulheres sempre foram limitadas ao trabalho doméstico e, mesmo quando atingiam maiores graus de educação, restringiam-se às Ciências Humanas ou Biológicas. Apesar dos avanços, ainda hoje uma questão que permanece latente: como incluir mais mulheres na área da tecnologia?

Vamos falar mais sobre isso a seguir.

As barreiras para elas

A mulher sempre foi pouco valorizada no mercado de trabalho, embora sua participação sempre tenha sido fundamental para o crescimento econômico. Na área de tecnologia existem barreiras que ainda hoje impedem as mulheres de ocuparem esses espaços, como:

  • Assédio moral e sexual no ambiente de trabalho predominantemente masculino, como é o caso nos setores de TI, por exemplo;
  • A naturalização de estereótipos na educação que diminuem a autoestima das meninas e dificultam que tenham bom desempenho em disciplinas como matemática e ciências, e afastando-as das ciências exatas;
  • Questões culturais que direcionam interesses por gênero desde a infância, afastando as meninas de video-games e computadores, impedindo que elas se familiarizem com essas tecnologias;
  • Desigualdade nas oportunidades da ascensão e formação profissional na área da tecnologia;
  • Desigualdade salarial entre homens e mulheres que exercem as mesmas funções.

Portanto, ainda resta um longo caminho a ser percorrido para superar esses obstáculos. Mas o que os dados nos mostram sobre os avanços mais recentes da participação das mulheres na área da tecnologia? Vamos descobrir!

O que as pesquisas mostram

Dados recentes indicam que a presença feminina tem aumentado no setor da tecnologia, embora em marcha lenta. Nos últimos cinco anos, a participação feminina na área cresceu 60% – passando de 27,9 mil mulheres para 44,5 mil em 2019, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados.

Um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), indica que se o ritmo de crescimento da participação feminina na área da tecnologia permanecer na taxa atual, somente em 10 anos a participação feminina e masculina em muitos segmentos da ciência e tecnologia devem se equilibrar.

Apesar das projeções futuras serem otimistas, desde já é preciso romper paradigmas organizacionais e culturais nas empresas, a fim de incentivar a presença feminina na área da tecnologia.

Como profissional de Recursos Humanos, você deve se perguntar sobre a importância da representatividade de gênero do ambiente corporativo e como o seu trabalho pode contribuir nesse sentido. Vamos aprofundar esse ponto a seguir.

Como o setor de RH pode ajudar na representatividade de gênero

O mercado é um reflexo das estruturas da sociedade. Assim, se pretendemos promover transformações na sociedade em prol da igualdade de gênero, esta também deve ser uma preocupação do setor de Recursos Humanos.

Quando a empresa muda sua mentalidade e percebe que é necessário construir um ambiente corporativo mais equilibrado em gênero e raça, apenas ganhos são obtidos. Nesse âmbito, o RH exerce um papel fundamental, já que este setor é responsável pelo gerenciamento do capital humano da empresa.

Um ambiente diverso deve ser favorável a comunicação para a solução de eventuais conflitos. Nesse sentido, é necessário fomentar um clima organizacional sem discriminações de gênero. Os gestores devem estar cientes do valor de cada colaborador, e que a diversidade é positiva para inovação.

Além disso, a empresa que incentiva a cultura diversa, agrega valor a sua marca empregadora e aumenta sua competitividade no mercado. Por isso, é muito vantajoso ser referência na equidade de gênero e raça. O RH é crucial nesse trabalho, atraindo novos talentos, independente de estereótipos de gênero e raça.

Portanto, a inclusão da força de trabalho feminina em TI além de gerar inclusão, também proporciona novas perspectivas sobre produtos e serviços. 

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Neste artigo, você viu como a importância de atrair mais mulheres para a área de tecnologia, e como o crescimento da participação feminina nesse mercado tem avançado. Agora que você reconhece a importância da diversidade, o que acha de aplicar estratégias com esse objetivo? 

Uma boa maneira de começar é conhecendo os softwares de Recursos Humanos que possam acrescentar inteligência e inovação aos processos seletivos. A plataforma da Talentbrand é um deles!

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