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Diplomas versus talento: o que priorizar no recrutamento

“As academias coroam com igual zelo o talento e a ausência dele”, Carlos Drummond de Andrade (1902- 1987).

Quando você para pra pensar, boa parte das grandes mudanças que ocorreram no mundo surgiram por causa de pessoas que sequer possuiam um diploma. O que movia essas pessoas era a paixão pelo que elas estavam fazendo, pura e simplesmente. Bill Gates, dono e fundador da Microsoft recebeu um diploma honorário de doutor em direito da universidade de Harvard. Detalhe: 30 anos depois de abandonar a instituição, sem terminar os estudos, para se dedicar à empresa de softwares. No entanto, é fácil constatar que a maior parte das empresas e seus recrutadores ainda valorizam diplomas, e avaliam os candidatos com base na universidade onde eles se formaram.

Um dos pensamentos mais desestimulantes que são difundidos até hoje é o de que algumas pessoas nasceram inteligentes e outras não. Isso é refletido no ambiente escolar, e consequentemente no universitário, onde as pessoas são avaliadas por sistemas de notas, e uma nota baixa é sinal de que a pessoa não está indo bem no que a escola/universidade espera. A frustração em pessoas recém-formadas é grande, tudo por causa de grades curriculares engessadas. Uma parcela das pessoas inconformadas pode ter que complementar os ensinamentos fora da sala de aula. É aí que entra o talento.

Diplomas têm prazo de validade

Diplomas são realmente úteis quando se está procurando pelo** primeiro emprego**. Quando você vence este desafio, seu desempenho acadêmico se torna irrelevante. É o histórico das empresas em que o funcionário trabalhou que irá chamar a atenção do recrutador, não se ele tirou uma média de 8.5 na faculdade. Claro que existem certas profissões que não há outro jeito de aprender que não seja cursar uma universidade, como neuromedicina e afins, mas mesmo esses cursos não valem tanto assim se a pessoa não tiver talento.

Quando se fala em marketing e vendas, no entanto, a experiência pessoal conta muito. Para ser um bom vendedor, basicamente a pessoa precisa ser uma boa vendedora. E deve saber vender mais do que um produto e/ou serviço, deve vender uma solução. A peça do quebra-cabeça que falta. A experiência, a vontade de solucionar problemas, se envolver em histórias em andamento com a resposta para as dúvidas em mãos, esses são talentos que valem mais do que diplomas. Sem contar que o conhecimento aprendido numa sala de aula há 5 anos, hoje em dia se tornou praticamente obsoleto.

A vida é a melhor escola

Cada vez mais os recrutadores estão percebendo que diplomas só fazem realmente a diferença no caso de um possível “desempate”, e profissionais realmente bons têm percebido que o ensino superior tradicional não irá refletir a realidade do mercado de trabalho. Dessa forma, criam-se autodidatas, cujas habilidades não ficam devendo em nada para os conteúdos ensinados em classe. O aprendizado pode partir de cursos livres ou mesmo da experiência de vida de cada um. Essa, aliás, é uma das vantagens de se trabalhar com talentos naturais. Um bom profissional é curioso, e aprender é o que o motiva.

Como saber se eu possuo um profissional de talento na minha frente?

Existem informações que um diploma simplesmente não tem como nos dizer sobre candidatos a uma vaga de trabalho. Quando se trata de uma posição na área de vendas, há detalhes muito importantes que mostram como ele se sairá no cargo. Logo, num primeiro contato é possível identificar algumas características básicas que verdadeiros talentos devem ter:

• Empatia
• Paciência
• Boa comunicação
• Motivação
• Vontade de aprender

Importante é ter em mente que talentos natos são raros e mesmo esses podem ser ultrapassados com experiência e força de vontade. No final das contas, o trabalho duro sempre vence o dom natural.

E então, o que achou do artigo? Gostaria de compartilhar alguma experiência? Possui alguma dúvida ou quer obter ajuda na contratação dos melhores talentos em vendas? Entre em contato com a gente e saiba como!