Você sabia que o conforto térmico no trabalho afeta diretamente o nível de produtividade e a frequência de erros dos colaboradores? Saiba mais no artigo de hoje!

Doenças, esgotamento, estresse, conflitos… as causas do absenteísmo no trabalho são inúmeras. Alguns, como você sabe, são devidos à pressão constante, à obrigação de resultados e desempenho.

Outros estão ligados a um nível insuficiente de salubridade e bem-estar no local de trabalho. Para além da limpeza, os sistemas de controle da temperatura interior desempenham um papel fundamental no conforto de todos que circulam pelas instalações da empresa.

No artigo de hoje falaremos sobre a importância do conforto térmico no trabalho, seus impactos sobre a produtividade e a convivência entre os colaboradores no dia a dia. Confira!

O que é conforto térmico no trabalho?

Segundo a norma 55 da American Society of Heating, Refrigerating and Air-Conditioning Engineers (ASHRAE), o conforto térmico pode ser definido como “A condição da mente que expressa satisfação com o ambiente térmico”.

Esse estado confortável e favorável à atividade humana depende, obviamente, da temperatura ambiente, mas também do tipo de tarefa executada – o indivíduo está em repouso, realizando uma tarefa que exige pouco ou muito esforço físico? -, além da umidade e da ventilação no espaço.

Ainda, nem todos reagimos da mesma maneira a diferentes temperaturas, pois a temperatura “confortável” difere para cada um! Portanto, tenha em mente que é praticamente impossível satisfazer todos os colaboradores plenamente.

Conforto térmico no trabalho: bem-estar e produtividade

Uma variação de alguns graus na temperatura ambiente pode afetar o humor, a produtividade e até a saúde de um indivíduo. Costumamos falar sobre a ergonomia das estações de trabalho e outras tendências laborais que ajudam a limitar o estresse e a desmotivação entre as pessoas. 

Contudo, é comum não darmos a devida atenção à climatização das instalações da empresa. De fato, o conforto térmico é importante tanto para o bem-estar como para garantir a eficiência dos colaboradores.

Assim, as más condições térmicas podem afetar a produtividade do trabalhador manifestando-se através de vários efeitos, tais como:

  • fadiga;
  • sudorese;
  • dores de cabeça;
  • cãibras; 
  • desidratação;
  • falta de concentração; 
  • maior risco de sofrer um AVC; e
  • letargia.

Logo, o calor ou frio excessivos têm repercussões tangíveis em nossa fisiologia e, portanto, em nossa capacidade cognitiva e física. Esses efeitos não devem ser menosprezados dentro de uma organização, pois são potenciais precursores de doenças mais graves, e podem levar a complicações. 

De acordo estudos da NASA, ocorrem perdas na produtividade

quando há excesso de calor no ambiente de trabalho. O relatório descreve que quando a temperatura da área de trabalho atinge 30 °C a produtividade cai cerca de 20% e há um aumento de 75% na frequência de erros.

Portanto, independentemente do setor em que uma pessoa trabalha, a temperatura tem uma grande influência na produtividade. Entretanto, diante da natureza subjetiva do conforto térmico no trabalho, você deve estar se perguntando: existe uma temperatura ideal? Descobriremos a seguir.

Conforto térmico no trabalho: temperatura ideal

Como vimos, a temperatura ambiente tem impactos no bem-estar dos colaboradores e pode refletir na queda da produtividade individual em caso de altas temperaturas. 

De acordo com estudos, estima-se que a temperatura ideal em um local de trabalho esteja entre 21 e 24 °C, com uma umidade relativa de 50%. Além desse limite, o corpo usa energia para se resfriar, e é nosso desempenho cognitivo e físico que sofre. Confira a tabela a seguir:

Temperatura ambiente e produtividade no trabalho
24 °Cas pessoas estão com calor; tornam-se letárgicos e sonolentos
22 °Cesta é a temperatura interna ideal durante todo o ano para pessoas sedentárias
21 °Cesta é a temperatura mais adequada ao trabalho intelectual
18 °Cpessoas fisicamente inativas começam a tremer, e as que se movem se sentem bem

Com essas informações torna-se claro que todos os colaboradores devem ter condições adequadas para realizar o seu trabalho sem comprometer a saúde, bem-estar e a segurança. Mas você sabia que essa é uma obrigação legal que recai sobre o empregador? 

Conforto térmico no trabalho: os aspectos legais

Segundo a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o empregador é responsável por fornecer aos seus colaboradores todos os equipamentos necessários ao seu bem-estar no local de trabalho. 

Em caso de calor, isso acontece, por exemplo, com a instalação de bebedouros de água fria, permitindo que as pessoas usem roupas folgadas ou mesmo ajustando o horário de trabalho. 

Contudo, em caso de temperaturas muito elevadas, estas medidas podem não ser suficientes para garantir o bem-estar dos colaboradores. Geralmente, é considerado perigoso trabalhar acima de uma temperatura de 33° C.

Especificamente, o artigo 176 da CLT, os locais de trabalho devem ter ventilação natural compatível com o serviço realizado e quando esta não for suficiente, torna-se necessária a ventilação artificial e um sistema de climatização para controle da temperatura, qualidade e umidade do ar.

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Agora você sabe como o conforto térmico no trabalho impacta o bem-estar e produtividade dos colaboradores. É, portanto, um fator ambiental crucial para que o pessoal da empresa tenha as condições ideais para executar suas tarefas com segurança e eficiência.

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