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Como avaliar candidatos em entrevistas feitas por videoconferência

Na série Lie to Me (“Engana-me se Puder”, transmitido inicialmente pelas emissoras Fox Brasil e Record em meados de 2009 a 2014), nos era introduzida a história de uma equipe de especialistas em detectar mentiras, e com isso comprovar a veracidade das histórias que eram contadas a eles analisando as expressões faciais dos interrogados. Com isso, eles prestavam serviços a todos os tipos de empresas, desde pessoas comuns até o FBI. Na vida real não é tão fácil assim, e não existe um “superpoder” que diga que determinada pessoa está faltando com a verdade.

Detectar o comportamento das pessoas é um talento que exige treino e muita prática. E é essencial ter técnicas e procedimentos eficientes para avaliar candidatos em processos seletivos. A avaliação de candidatos não termina na hora que o melhor currículo é escolhido (apesar de essa parte ser muito importante). A habilidade de comunicação do indivíduo, a forma de organização do pensamento e a maneira dele se portar devem ser levadas em consideração. Mais ainda se for o caso de entrevistas por videoconferências.

Hoje em dia, esse tipo de entrevista está em alta e tem virado um novo tipo de padrão que muitos dos recrutadores têm preferido devido à comodidade e praticidade. Ao contrário de uma entrevista por telefone, também é possível avaliar visualmente o entrevistado. E mais do que é isto: é possível descobrir muito mais, o que uma entrevista cara a cara nem sempre nos indica.
Por isso, de forma a ajudá-lo nessa tarefa elaboramos alguns conselhos de como agir e o que esperar por parte do entrevistado nesse tipo de situação. Continue a leitura e confira!

Imprevistos

É claro que imprevistos sempre acontecem e nunca irão deixar de acontecer. O importante é saber o como lidamos com quando eles de fato acontecem. Ainda mais em entrevistas por videoconferência. A câmera com problemas, o microfone não capta sons como deveria, a conexão está falhando, esses são problemas esses que mostram como o candidato lida com o inesperado. Uma pessoa que saiba lidar com pequenos imprevistos com espirituosidade e não perca a calma já ganha alguns pontos. O ato de avaliar um candidato já começa aí.

Seriedade e pontualidade

Supondo que tudo tenha ocorrido bem até aqui e o acaso não tenha interferido em nada, chegou a hora de analisar a fundo o candidato à vaga. O básico que se espera é a pontualidade do indivíduo (a menos que os imprevistos ocorram como dito acima). Um pequeno detalhe que pode passar despercebido, mas que pode fazer toda a diferença na hora de construir (ou destruir) a imagem do entrevistado, é o nome utilizado no Skype/Hangouts. Nomes com apelidos e adjetivos não demonstram profissionalismo. O ideal é que o usuário tenha outra conta cadastrada com nome de usuário somente com nome e sobrenome ou com as iniciais.

O lugar escolhido pelo candidato para dar andamento à entrevista também deve ser analisado. Um local calmo que não possibilite interrupções, caso não seja possível um escritório ou sala, deve ser um lugar que transmita seriedade, interesse e real comprometimento com a vaga pretendida, e de preferência sem muitos objetos pessoais ao fundo. Banheiro definitivamente não é uma opção.

Traje à rigor?

O que você imaginaria se tivesse que entrevistar uma pessoa usando pijama? O fato de a entrevista ser conduzida em local mais confortável para o entrevistado não quer dizer que ele deve largar mão dos processos básicos de etiqueta. Não parecer que o candidato acabou de acordar é o mínimo que se espera, mas ainda assim existem algumas regras. Espera-se que tanto o homem quanto a mulher estejam usando uma roupa mais social, ou paletó no caso de cargos executivos. Detalhes simples, como a gola da camisa limpa e discreta, uma maquiagem leve, cores sóbrias e sem brilho e nada de decote. Tudo isso deve ser levado em consideração.

Hora da conversa

Essa parte é parecida com a forma convencional de entrevista, a presencial. A conversa pode ter de 20 minutos à uma hora, depende muito de pessoa para pessoa. Algumas são mais tímidas, outras são mais confiantes, algumas podem “travar”, ou falar demais, e isso é normal. O lado positivo é que pelo candidato estar em casa, ele pode se sentir mais seguro. Mas o mais importante aqui é que o foco da conversa seja a entrevista em si. A postura profissional deve ser mantida da mesma forma que fosse conduzida uma entrevista ao vivo. Tanto por parte do entrevistador quanto por parte do entrevistado.

Com os dados recolhidos durante a entrevista, é importante que se consiga responder perguntas como:o candidato tem o perfil procurado? O perfil dele se encaixa com o da empresa? Quais as chances dele pedir demissão com pouco tempo de casa? Também é fundamental saber o que fazer com os dados coletados.

E então, o que achou das dicas apresentadas em nosso artigo? Tem algo a acrescentar ou gostaria de ajuda? Entre em contato conosco e saiba como obter esse auxílio!